Poros, Reminiscências e Vertigens
O Poros, Reminiscências e Vertigens é uma performance intermídia que consiste na interação de poesia visual, poesia sonora, vídeo, dança e música. Somos três performadores: eu, Poliana Rozado e Gigio. Esta performance teve sua estréia no PSIU Poético do ano passado, em Montes Claros e foi executada em Lisboa neste ano, a convite dos poetas Aroldo Pereira e Fernando Aguiar. Ficamos surpresos com a recepção da platéia da FÁBRICA DO BRAÇO DE PRATA, um espaço interessantíssimo que resulta da associação da livraria Ler Devagar com outras livrarias, com várias salas para palestras, lançamentos, exposições, etc. Nossa experiência em Portugal me aproximou da obra do poeta português Fernando Aguiar que me presenteou com seu livro "os olhos que o nosso olhar não vê" Seu modo de trabalhar a poesia visual é extremamente eficaz no que se propõe. O aspecto mais interessante que destaco nessa obra é o modo irônico de lidar com o fazer poético, no qual os textos se aproximam de chistes repletos de sutilezas. É maravilhoso quando um poeta consegue combinar as características do significado das palavras inseridas em seu tempo e espaço com os elementos materiais do significante na sua condição de objeto autônomo.

Sobre a obra de Fernando Aguiar:
http://ocontrariodotempo.blogspot.com/ http://www.anamnese.pt/index2.php?projecto=az http://homepage.oniduo.pt/domador_de_sonhos/faguiar_poema.html
Escrito por francesco às 11h25
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