sou eu que ouço os zumbidos do silêncio
sou eu que enxergo lampejos na escuridão
e meus olhos e ouvidos são o amigo
que sou de mim mesmo meu umbigo

tudo ou nada
tudo e nada
letras na sopa de letrinhas
todas as palavras
estão na panela
só não as lemos
somos como nos vemos
todos os poemas, romances
petições, receitas, artigos
e compêndios
tudo nesse incêndio borbulhante
(imaginar um macaco que bate eternamente_aleatoriamente as teclas de uma máquina de escrever: ele vai escrever todos os clássicos da literatura. [até o inaudito]...)
como as letras juntas
espalhadas nessa sopa
do tudo e nada.
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