sou eu que ouço os zumbidos do silêncio

sou eu que enxergo lampejos na escuridão

e meus olhos e ouvidos são o amigo

que sou de mim mesmo meu umbigo

 

 

 

coloco uma letra dentro da outra

 

tudo ou nada

tudo e nada

letras na sopa de letrinhas

todas as palavras

estão na panela

só não as lemos

somos como nos vemos

todos os poemas, romances

petições, receitas, artigos

e compêndios

tudo nesse incêndio borbulhante

 (imaginar um macaco que bate eternamente_aleatoriamente as teclas de uma máquina de escrever: ele vai escrever todos os clássicos da literatura. [até o inaudito]...)

como as letras juntas

espalhadas nessa sopa

do tudo e nada.

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BRASIL, Sudeste, BELO HORIZONTE, SANTA CRUZ, Homem, de 26 a 35 anos, Arte e cultura, Música, francesco: poeta, guitarrista, professor

 
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