(francesco/fernando suzana e Cristiano Lemos)
adoeço e perco
e ainda é cedo
e não finda o medo
pra seguir o agora a hora não demora
nada além
me diga alguém
que siga a pista
a sua deixa
pra que eu te deixe só mais uma vez
não me queixo
(francesco & Ytalo Mota)
Não me venha com frases eruditas
quero passar
Fala poeta, fala
Eu sou popular
Assisto todos jornais
Não me diz
A rua me fala
poeta, fala...eu sou
popular
Não me venha com frases eruditas
quero passar
A menina sambando diz
Tudo... eu queria
Não é só beleza
É o jeito, algo que ansia
Assisto todos os jornais
Não me queixo...
quero a favela
O gueto, o negro, índio também
"mas chegou o carnaval e ela não desfilou"
Assisto todos jornais
Não me diz
A rua me fala
Fala aos meus
Aos teus
Meu ouvidos, escutam-te
Fala, alto, não cala
Sua voz, não se escuta aqui
Fala, fala que eu sou popular
eu
nem sempre soul
tão suingado
às vezes reggae
ralentado
eu
nem sempre soul
às vezes samba
e rock and roll
os outros
são nossos seus
suárvore seus
prontos desejos
caem maduros
vocêscolheu
o que você plantoutudoounada
distraidoseus me vigiam
e o logo agora
o rastro de mora
seu rabo ficando pra trás
eu perco o trem em tempo
sua risca sujando
meu risco encontro
dessas porcarias do chão
fundo lambo o rejunte
que entende minha língua
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